
O Coletivo Nacional dos Eletricitários (CNE) se reuniu na tarde desta terça-feira (22) com Rogério Neiva, assessor do ministro do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Emmanuel Pereira, em busca de uma solução para resolver o impasse criado pela Eletrobras sobre a parte controversa da PLR.
No encontro informal, o CNE fez um histórico do processo negocial da PLR e forneceu subsídios para que o ministro possa conduzir a audiência de mediação solicitada pelo CNE.
Na oportunidade, o CNE também apresentou as demandas referentes ao pagamento da parte incontroversa da PLR das distribuidoras, da Amazonas G&T e da CGTEE, que até o momento não receberam o que tem de direito.
O CNE deixou clara a posição dos trabalhadores e trabalhadoras, que esperam apenas o cumprimento da ATA de mediação do dissídio de Greve, acordada no TST em 2014 pelo ministro Ives Gandra Martins Filho.
Lembramos que o trabalho da Comissão Paritária, decorrente da mediação, foi desenvolvido ao longo de oito reuniões. No decorrer desse processo, a Eletrobras subverteu o espírito da proposta negociada e aprovada pelos trabalhadores, criando exigências que não constavam no acordo firmado no TST. Essa divergência criou a parte controversa da PLR, que agora está sendo discutida.
A atual diretoria da empresa parece desconhecer que este acordo da PLR foi fruto de uma intensa negociação, que definiu as premissas para o pagamento das PLRs de 2015, 16, 17 e 18.
Vale ressaltar, que o trabalho da Comissão Paritária foi suspenso de forma arbitrária e unilateral pela empresa, o que justificou a solicitação de mediação do TST para garantir o pagamento da PLR.
Diante desse fato que preocupa a categoria eletricitária, o CNE solicitou ao assessor do ministro que a audiência ocorra até o dia 19 dezembro para que o pagamento da PLR seja realizado de acordo com a legislação vigente, ou seja, neste ano, conforme a Lei 10.101, da PLR, em seu artigo 3º, § 2º.
O CNE está confiante que a audiência no TST confirme o regramento da PLR, visto que 2016 está chegando ao fim e até o presente momento, a direção da empresa e os trabalhadores não se reuniram para definir as metas para a PLR de 2016.
