
Por Davi Molinari l Portal Vermelho – publicado em 13 de março de 2026.
Em meio à escalada dos ataques norte-americanos e israelenses contra o Irã, Brasil, Colômbia e México divulgam nesta sexta-feira (13) uma declaração conjunta pedindo um cessar-fogo imediato e defendem uma saída política negociada. O texto, publicado pelo Itamaraty, marca o movimento mais articulado até agora de grandes nações latino-americanas contra a lógica de solução militar na região.
Na nota, os três governos reiteram “a necessidade de que as divergências entre Estados sejam resolvidas por meio da diplomacia internacional, em consonância com os princípios da solução pacífica das controvérsias”. O documento afirma ser “indispensável que, no atual conflito no Oriente Médio, seja declarado um cessar-fogo imediato, a fim de abrir espaços efetivos para o diálogo e a negociação”. Os países expressam ainda disposição em “contribuir para os processos de paz que gerem confiança, a fim de avançar rumo a uma solução política e negociada”.
Pressão diplomática e reação à escalada
A iniciativa ocorre em um contexto de forte tensão militar, após ataques de Estados Unidos e Israel contra o Irã que resultaram em mais de 1.200 mortos — incluindo o líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei — e em retaliações iranianas contra Israel e bases norte-americanas. A declaração trilateral surge como um contraponto diplomático à opção bélica.
Na arena global, Rússia e China têm criticado publicamente as ações de Washington e Tel Aviv, cobrando respeito ao direito internacional e rechaçando a narrativa de que Teerã estaria prestes a produzir uma arma nuclear. Em paralelo, o secretário-geral da ONU, António Guterres, reforçou o coro pelo cessar-fogo e pela desescalada imediata.
Na Colômbia, o presidente Gustavo Petro vinha articulando essa posição conjunta com o presidente Lula, buscando incluir outros países da CELAC para exigir o fim das hostilidades. A imprensa mexicana reporta que o bloco liderado por México, Colômbia e Brasil se oferece como possível mediador, insistindo na proteção de civis e no restabelecimento do diálogo.
