Neste sábado, 17 de outubro, é celebrado o Dia do/a Eletricista, data também conhecida como Dia do/a Eletricitário/a. E é justamente esse segundo nome que merece atenção, porque ele carrega uma ideia mais ampla, a de categoria.

Ser eletricitário/a é fazer parte do conjunto de trabalhadores e trabalhadoras de várias áreas do setor elétrico; quem opera, mantém, atende, planeja e administra a energia elétrica que chega a cada casa. As funções são diferentes, mas o que une todas elas é essa identidade comum.

Reconhecer essa identidade é o primeiro passo para a coletividade. Quando alguém se entende como parte da categoria eletricitária, a luta deixa de ser individual e ganha dimensão coletiva. E isso importa ainda mais quando olhamos para a história, pois toda conquista da classe trabalhadora foi, desde sempre, ameaçada. Nenhum direito está garantido para sempre, e sempre há quem tente retirá-lo.

Por isso, desfazer a ideia de categoria também é um projeto político. Quando as relações de trabalho vão sendo fragmentadas, como no trabalho por hora ou intermitente, o trabalhador perde unidade, formação e identidade coletiva. E sem unidade, fica muito mais fácil retirar direitos. O contrário também vale, já que uma categoria unida consegue construir greves e mobilizações, e isso não se restringe às empresas estatais. Em empresas privadas também vemos trabalhadores que se organizam, rejeitam propostas e mostram sua força.

Essa força coletiva tem uma base, o sindicato. Categoria forte faz sindicato forte, e talvez seja por isso que o movimento sindical vem sendo tão atacado. Enfraquecer os sindicatos é enfraquecer a proteção coletiva e colocar no lugar o discurso da meritocracia. Mas não é mérito individual que garante direitos trabalhistas. É organização e luta.

Um exemplo recente dessa luta é a aprovação do fim da escala 6×1, uma vitória da categoria eletricitária e de toda a classe trabalhadora. Dentro das empresas, temos visto muito assédio e muito adoecimento, e essa conquista reforça algo essencial, os trabalhadores e trabalhadoras precisam de descanso, de tempo para cuidar da sua saúde física e mental. 

Mas precisamos manter os pés no chão, pois se houver troca no Executivo, existe o risco de retrocessos ainda maiores do que os da reforma trabalhista. Justamente por isso, a vitória  recente não encerra a luta, ela exige que continuemos mobilizados.

E essa mobilização ganha ainda mais sentido quando olhamos para o papel de quem faz a energia chegar a todos. O trabalho de eletricistas, eletricitários e eletricitárias é essencial para a sociedade e sustenta o desenvolvimento social e econômico do país, sem esses profissionais, não há hospital funcionando, escola aberta, indústria produzindo ou casa iluminada. Diante dessa realidade, o STIU-DF reafirma seu compromisso de seguir em defesa de toda a categoria eletricitária, na luta por trabalho digno, respeito e direitos garantidos.

Neste 17 de outubro, o sindicato presta sua homenagem a eletricistas, eletricitários e eletricitárias, e aproveita a data para reforçar o convite: que a nossa consciência de classe e a mobilização sigam firmes, hoje e sempre