Na quarta-feira (1º/4), foi realizada no Rio de Janeiro (RJ) a terceira rodada de negociação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2026/2028 da Axia Energia.
O Coletivo Nacional dos Eletricitários (CNE) manifestou concordância com a redação de 17 cláusulas apresentadas pela empresa na segunda rodada de negociação, evidenciando sua disposição para o avanço do processo negocial. Ressaltou, contudo, que o Acordo Coletivo de Trabalho é fruto de uma construção coletiva da categoria e, portanto, sua consolidação e eventual aprovação estão condicionadas à deliberação soberana dos trabalhadores e trabalhadoras, em assembleias regularmente convocadas, devendo refletir, de forma efetiva, seus anseios e interesses.
Entre os pontos centrais defendidos pelo CNE estão a isonomia de direitos, o reajuste salarial e a melhoria dos benefícios. Outro tema de grande destaque nesta rodada foi a estabilidade no emprego, considerada estratégica para toda a negociação.
A estabilidade não é apenas uma cláusula isolada, ela impacta diretamente a saúde mental da categoria, a segurança no ambiente de trabalho, a transparência organizacional e a própria efetividade de outros direitos previstos no ACT. Por isso, o tema foi transversal a diversas cláusulas debatidas, com apresentação tanto da posição da empresa quanto da perspectiva dos trabalhadores, na busca por uma solução que atenda às necessidades da categoria.
O CNE reafirmou que a unificação de direitos deve ocorrer com base nas melhores práticas, e não por rebaixamento de conquistas históricas. Cláusulas consolidadas ao longo de décadas, algumas presentes desde 1988, são fruto de luta e não podem ser suprimidas sob o argumento de práticas de mercado. O objetivo é que a Axia se consolide como referência no setor elétrico da América Latina, valorizando seu maior patrimônio: as pessoas trabalhadoras.
Outro eixo importante do debate foi a saúde do trabalhador. Dados da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) apontam que os riscos psicossociais no trabalho estão diretamente ligados à falta de estabilidade, ausência de reconhecimento, baixa transparência e situações de assédio moral. Como estratégias de enfrentamento, destacam-se a ampliação da participação dos trabalhadores, a clareza nas funções, perspectivas de carreira e condições dignas de trabalho.
Nesse sentido, o CNE reforçou a importância de cláusulas que garantam ambientes de trabalho seguros, com respeito, valorização e previsibilidade para os trabalhadores e trabalhadoras.
A próxima rodada de negociação está agendada para o dia 9 de abril. O CNE espera que a Axia avance na apresentação de uma proposta concreta que valorize efetivamente a categoria.
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